Podcast Aprendedores

Que tal ser protagonista, professor?



Estar fechado em um mundo restrito muitas vezes nos impede de enxergar soluções óbvias que não
conseguimos perceber justamente por estar com o olhar focado em um único modo de pensar.
Quando ia a uma livraria, sem pensar me dirigia à sessão de educação, onde é claro, temos obras fantásticas, mas eu sempre saía de lá com a sensação de encontrar "mais do mesmo", a mesma forma
de pensar a educação, as mesmas propostas já conhecidas.. e alguns poucos autores que se arriscam a inovar - esses sim me chamavam e chamam a atenção.
Não sei se para saciar minha curiosidade por coisas novas, ou por tédio, mas passei a me interessar por outro tipo de literatura técnica - negócios, marketing, desenvolvimento pessoal, coaching...
O que mais me chamou a atenção é a forma como cada área se propõe a solucionar seus problemas e a forma de desenvolvimento profissional.
Nós professores temos a mania de atribuir a responsabilidade do nosso crescimento profissional à escola que trabalhamos, ao governo, aos coordenadores. É sempre a escola que não oferece cursos de capacitação gratuitos no horário de trabalho, o governo que não oferece cursos de aperfeiçoamento, ou o coordenador que não oferece materiais de estudo. E assim, sempre a reclamar não assumimos uma responsabilidade que é individual.
Um fotógrafo, por exemplo, não pode esperar que "alguém" ofereça algum curso gratuito em horário de serviço para que possa melhorar profissionalmente, é ele mesmo o responsável por seu sucesso ou fracasso, e está lógica é bem simples.
Esta cultura do "façam por mim porque mereço porque sou professor" precisa mudar se quisermos realmente ser reconhecidos pelo valor que temos. Precisamos deixar de ser vítimas e assumir uma postura mais protagonista .Sentir satisfação pelo que somos e nunca deixar de aprender.
Muitas vezes nos conformamos e convivemos com problemas que claramente precisam e podem ser resolvidos. Problemas que nos causam desconforto e sofrimento dia-a-dia , mas preferimos conviver com eles a assumir e encarar o esforço da desconstrução.
Hoje em dia, aprendo muito com pessoas de outras áreas. O dono de uma padaria que tem que inovar seus produtos, o designer que tem que estar atento e criativo, o empreendedor em geral. Todos tem que encarar seus problemas de frente e se reinventar.
Nós na escola, muitas vezes não fazemos isso. Convivemos com o problema e a dor que ele causa acumulando estresse e até problemas de saúde.
Na maioria das vezes nossas maiores dificuldades na escola estão relacionadas com coisinhas internas que podem ser resolvidas: Falta de comunicação efetiva entre coordenação-professores, alinhamento pedagógico, pouco protagonismo por parte do professor, comunicação efetiva e profissional com famílias, assumir ser professor com tudo que envolve ser professor ( inclusão, ética, profissionalismo), escolha de materiais didáticos, etc.
Como podemos ver, ajustando essas "coisinhas" que estão ao nosso alcance , nossa prática pedagógica pode ser muito mais eficiente e agradável, porém exige mudança de postura e acima de tudo CORAGEM DE MUDAR.

Eu acredito! Você acredita?







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