Podcast Aprendedores

Que tal a empatia?

Há alguns dias o título de uma matéria me chamou a atenção e não me sai da cabeça: " Como se comunicar com nativos digitais".
Uma resposta óbvia me veio imediatamente - Com empatia??

Gente, calma... Não estamos falando de seres de outro planeta, estamos falando de pessoas que nasceram em um contexto onde talvez alguns de nós ainda não se adaptou. 
Conflitos entre gerações sempre existiram e a geração anterior sempre reluta em aceitar novos padrões e novas formas de pensar.


"Longe da árvore(Andrew Solomon)" é um livro que trata exatamente deste conflito. Achamos sempre normal romper com os padrões de nossos pais e pensar diferente deles, mas na prática queremos que nossos filhos vivam exatamente como nós, com os mesmos valores, as mesmas regras sociais e a mesma dinâmicas de vida.

Aí surgem classificações que mais servem para separar do que para compreender. É um fato que gerações x,y,z...etc...nasceram em contextos diferentes , mas a diferença mais gritante está entre pessoas que querem evoluir e pessoas que acham que o mundo parou.



Trazendo este dilema de comunicação para o contexto escolar, vemos professores que por não se dispor a compreender seu aluno e o quase "mundo paralelo" em que ele vive, insiste em forçar uma educação ultrapassada que não atende as demandas atuais. O modelo escolar está desconectado de como o mundo funciona hoje - informação livre, colaboração, criatividade e aprendizado lean.


A escola não pode se tornar uma espécie de museu onde só lá ainda se usa padrões descontextualizados do mundo atual. 
Isto se mostra no formato das relações rígidas e hierárquicas que  não funcionam. Se mostra na forma de avaliar, no valor que se dá ao aprendizado vazio, que existe como forma de coerção e poder do professor sobre o aluno.

Aprender é outra coisa, é livre , é espontâneo, é dinâmico. É preciso cultivar a curiosidade, a vontade de solucionar coisas, de criar, fazer a vida melhor. 



Este é o momento de um olhar mais sensível ao que está acontecendo. Empatia para compreender uns aos outros e identificar onde o professor pode efetivamente contribuir e o que a nova geração tem a dizer sobre sua dinâmica de vida.



Reconhecer que um adolescente hoje pode aprender o que quiser pesquisando sozinho. Reconhecer que ser professor não implica em ser mais ou ser menos. Redescobrir o valor da  colaboração, criatividade e parceria - valores tão presentes na tal geração dos nativos digitais.







E quanto a nós , professores , podemos aprender e ensinar que não importa a idade, o modo de vida escolhido, cada um tem seu valor, seja adolescente, adulto ou o idoso que escolheu não usar computador. Esquecer a típica frase " no meu tempo que era bom..."


Nosso tempo é agora! Um tempo de aprender o respeito, saber ouvir e somar. Empatia é a palavra para isto!


Débora Aquino - Educação Criativa






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