Podcast Aprendedores

O que a educação formal pode aprender com as instituições independentes(cursos livres)

O ensino formal vem resistindo duramente às mudanças crescentes na sociedade. 
Fechado em seu modelo arcaico e autoritário, não percebeu que o mundo hoje funciona de forma diferente:colaborativo, dinâmico e disruptivo.
Existe um segmento - a educação não formal (escola de cursos livres), que por não estar submetido a nenhuma regulamentação quanto a sua estrutura e metodologia, avança cada vez mais. São as escolas de línguas, cursos de informática, empreendedorismo,oficinas de criação, etc. Essas escolas merecem destaque em vários aspectos:
  • São inovadoras- percebem o ritmo tecnológico, inter-relacional e social atual e se coloca empaticamente junto a seus clientes, compreendendo suas expectativas e necessidades;
  • Explora, cria e aperfeiçoa novas metodologias de ensino à medida que percebe que a atual não está dando resultados;
  • Cresce cada vez mais, pois está atentamente ligada ao cenário atual.
Ou seja,
É um segmento que se comporta de maneira orgânica e em constante atualização.

Veja um exemplo de como uma escola independente x apresenta seu conteúdo:

O QUE A ESCOLA FORMAL PODE APRENDER COM ISTO?

Pessimistas e pouco informados, dirão que "com a escola é diferente", "ela está subordinada à lei", ou que "a escola tem que seguir o que a LDB diz".
Vamos à velha LDB- lei de diretrizes e bases da educação nº 9.394/96, atualizada a contra gosto este ano. 
Bom, polêmicas à parte , vamos nos ater à questão levantada aqui neste texto: A boa notícia é que a lei regulamenta vários aspectos da educação sim, e sem dúvida precisam ser revistos de maneira justa e sensata, porém ela não regula a criatividade, a inovação e tampouco a proposta pedagógica que cada instituição adotará ( art. 13- I).
A constante atualização e criatividade é livre, e existem no Brasil escolas que já adotam propostas diferenciadas e estão em constante atualização.
A crença de que a escola deve funcionar de forma tradicional, alunos em fila, sirene de fábrica, professores autoritários e aulas em monólogo são falácias e podem ser quebradas.
É claro que como a própria LDB diz, o projeto pedagógico da escola deve ser uma construção coletiva, com a participação de todos os docentes e equipe.
Vale uma leitura na nossa surrada LDB leia aqui e botar a criatividade para funcionar. Discutir o que não está funcionando, ouvir alunos e professores e identificar onde dói.
A partir daí procurar novos modelos, novas formas de relação professor-aluno e lutar juntos pelo que acreditamos.

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