Aprendizagem significativa - um desafio presente


Aprendizagem significativa acontece por motivação, nunca por imposição. Como o próprio nome diz, precisa ter significado, precisa atender a necessidades reais e dar respostas reais a quem aprende.

Qual o sentido ou o prazer em ensinar algo que o outro não precisa saber de fato, ou simplesmente não quer saber?

Existe um padrão a seguir, uma avaliação de desempenho que pressupõe que todos queiram ou precisem aprender as mesmas coisas.

Perdemos o brilho nos olhos que só o aprendizado traz, e esta é a melhor parte de aprender algo - o brilho nos olhos.

Infelizmente a escola está longe de alcançar  o ideal de respeito a cada ser humano como único e despertar o potencial criativo que existe em cada um.

Aplicativos e plataformas online não resolvem o problema, apenas mascaram a desconexão entre a escola e o mundo.

Não basta utilizar um aplicativo online para resolver exercícios ou enviar o dever de casa para o professor se ainda se tem que estudar coisas sem valor real a quem está aprendendo.

Esta é a realidade que vejo. Até muita tecnologia, porém aplicada a um formato antigo e vencido de educação, 

Precisamos nos libertar  deste padrão injusto e sem sentido e lutar por uma escola mais viva, atenta às novas necessidades.

A curiosidade é uma característica do ser humano em geral, mas ela só é ativada quando algo nos provoca, nos desafia e nos motiva a saber mais.

Precisamos de um espaço acolhedor às diferenças e aos projetos pessoais dos alunos, porque a vida de cada pessoa importa e tem direito a escolher seu próprio caminho.

A liberdade de escolha, a liberdade de assumir sua própria identidade e inteligência é decisivo no desenvolvimento pessoal.

Todos são inteligentes a seu modo. O grande problema é que alguns não chegam a saber ficando condicionados a ser o que a escola determina , o que alguém determina que é importante.

Aprender só tem significado quando promove o crescimento real. Quando cada um pode encontrar seu próprio caminho, seu próprio jeito de aprender.

É muita pretensão achar que todos aprendem ouvindo aulas expositivas ou copiando, resolvendo exercícios.

A aprendizagem significativa se sustenta baseada em 5 fatores:

  • É intencional  - Responde a necessidades reais, curiosidades reais do sujeito que aprende. Não adianta aprender coisas que estão fora do contexto, ou que não se adequam ao universo do estudante. 

  • É personalizada-  O aluno precisa ter liberdade e autonomia para aprender do seu jeito: seja ouvindo, experimentando, pesquisando , trocando ideias...  Descobrir o melhor caminho para cada um é fundamental no processo de aprender. Aprender a aprender é libertar-se dos padrões.

  • É ativa - Tudo que se aprende precisa ser aplicável na vida real não importa o grau. É fundamental que o aluno saiba para que está estudando algo e possa fazer pequenas experiências daquilo que estuda.

  • É autêntica - tudo que aprende precisa fazer parte de um contexto conhecido , para que não sejam meras informações acumuladas na memória.

  • É colaborativa - Toda ação é uma ação coletiva pois vivemos em grupos sociais, seja a família, amigos ou grupos mais amplos. Aprendemos uns com os outros e o crescimento pessoal de cada indivíduo reflete em sua interação com os grupos dos quais participa.

Aprender é uma das melhores coisas da vida, é o que nos deixa vivos, ativos e evoluindo. A escola precisa ser o lugar para esta evolução, e podemos começar respeitando as diferenças, potencializando talentos e gerando curiosidade e vontade de evoluir.


Todo meu trabalho com Perfis de aprendizagem e modelos personalizados de educação está baseado nesta premissa: o direito a ser o que é.

Você pode saber mais sobre perfis de aprendizagem no artigo Perfis de aprendizagem

"Você só é bom no que faz quando tem liberdade de ser você mesmo."


Débora Aquino - Educação Criativa





Comentários

  1. É isso. Acredito que a mudança está no currículo. Um currículo mais aberto que redimensione a relação espaço e tempo escolar é a saída para que os envolvidos possam se despir de toda a rigidez estabelecida e criar alternativas de aprendizagem. Os saberes e conteúdos só são necessários se servirem pra alguma coisa e essa "coisa" depende da vivência e da história do sujeito. Logo, é necessário aproveitar o mundo vivido e buscar associações com o conhecimento historicamente produzido pela humanidade. A mediação, nesse caso, faz mais sentido do que a aula. Se o professor passar de "vomitador" de conteúdos e cobrador de provas para mediador entre o objeto estudado e o conhecimento, promove mais chances de encantamento. Se tiver encantamento, há brilho nos olhos. Se tiver brilho nos olhos, acontecerá a aprendizagem. Por que poucos entendem isso?

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  2. Muito bom, Débora, o seu artigo, principalmente quando escreveu:" Esta é a realidade que vejo. Até muita tecnologia, porém aplicada a um formato antigo e vencido de educação, ..."

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  3. Muito bom também o seu artigo sobre perfis de aprendizagem. É isto mesmo. A escola continua batendo na mesma tecla. Quem precisa mudar, verdadeiramente, são os professores e não a escola. Aí, sim, os alunos poderão ver a mudança e, possivelmente, serão transformados. Necessitamos ensinar os alunos a pensarem e não meros reprodutores de uma educação falida.

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    1. Esse é nosso desafio...
      Obrigada pela visita aqui no blog. Volte sempre ;)

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